Parábola da Figueira Seca


Figueira é o nome vulgar da Fícus carica, pequena árvore (por vezes reduzida a arbusto) caducifólia, da família das Moráceas e subfamília das Artocarpoídeas. É originária da Região Mediterrânea e frequentemente cultivada em Portugal em sítios com nível freático pouco fundo e de clima bastante quente e seco no verão, aparecendo por vezes subespontânea nas fendas das rochas e dos muros velhos.

No dia seguinte, saindo eles de Betânia, teve fome – vendo ao longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se, porventura, acharia nela alguma coisa. Aproximando-se, nada achou senão folhas; porque ainda não era tempo de figos. Disse-lhe: Nunca jamais coma alguém fruto de ti; e seus discípulos ouviram isto. Quando chegava a tarde saíram da cidade. Ao passarem de manhã, viram que a figueira estava seca até a raiz. Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Olhe, Mestre, secou-se a figueira que amaldiçoaste! (Marcos, XI, 12-14 19-21.)

A Parábola da Figueira Seca faz parte da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O título bíblico é Figueira Seca: a Purificação do Templo. Nessa passagem, Jesus expulsou os vendilhões do templo, exaltou a fé em Deus e teceu comentários sobre a oração e o perdão.

A relação entre folhas e frutos pode ser assim entendida: Na antiga Palestina, diziam que os primeiros brotos de frutos da figueira aparecem dois meses antes das folhas. Nesse caso, mesmo não sendo época de figos, a figueira já tinha estrutura para, mesmo fora de época, possuir frutos. Cristo se baseia nessa premissa para lançar uma “praga” à figueira.

Daí: a morte de uma árvore pode estar conectada ao uso do magnetismo. Se Jesus destruiu as células prejudiciais e causadoras de enfermidades – curas dos dez leprosos, a mulher que sofria de hemorragia, por que não poderia destruir as células de uma árvore? Mas, foi isso que ocorreu? Parece-nos que o mais provável é: Jesus, conhecedor das leis da natureza, e sabendo que ela iria morrer, disse-lhe para não dar mais frutos. Não foi ele que matou a figueira, mas ela que já estava a definhar.

Allan Kardec, nos itens 9 e 10 do capítulo 19 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, ressalta três tipos de símbolos que podemos observar nesta parábola: 1) Pessoas que aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom; 2) pessoas que podem ser úteis e não o são; 3) médiuns que se desviam de sua missão.

A esterilidade é nota destoante. Uma coisa estéril nada produz. Com o tempo, a obra estéril desaparece. Jesus está, nesta passagem evangélica, chamando a nossa atenção para as boas obras, não de aparência, mas de real valor para a Humanidade. O verniz da caridade nada vale, pois a salvação da alma está presa ao essencial, não ao que aparentamos ser.

A vida de aparência caridosa pode enganar aos homens, pode até fazer prosélitos, mas não consegue ludibriar a Deus, que é eminentemente sabedoria e justiça. Esta é a lição que devemos extrair dessa parábola.

Natal

 


“Os ensinamentos de Jesus devem servir para transformar não apenas um homem, mas toda a Humanidade”.

Natal. Do latim natale significa nascimento. Dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro). 

O nascimento de Cristo sempre esteve envolvido em controvérsias. Para uns, seria 1.º de janeiro; para outros, 6 de janeiro, 25 de março e 20 de maio. Pelas observações dos chineses, o Natal seria em março, que foi quando um cometa, tal qual a estrela de Belém, reluziu na noite asiática no ano 5 d.C. Como data festiva, é um arranjo inventado pela Igreja e enriquecida através dos tempos pela incorporação de hábitos e costumes de várias culturas: a árvore natalina é contribuição alemã (século VIII); o Papai Noel (vulgo São Nicolau) nasceu na Turquia (século IV); os cartões de natal surgiram na Inglaterra, em meados do século XIX. (Estado de São Paulo, p. D3)

O nascimento de Jesus está relacionado à manjedoura e ao anúncio profético. Coincide com a percepção de uma nova luz para a humanidade sofredora. Nesse sentido, o Espírito Emmanuel, em Roteiro, diz-nos que antes de Cristo, a educação demorava-se em lamentável pobreza, o cativeiro era consagrado por lei, a mulher aviltada qual alimária, os pais podiam vender os filhos etc. Com Jesus, entretanto, começa uma era nova para o sentimento. Iluminados pela Divina influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes; Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados; instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular etc. (Xavier, 1980, cap. 21)  

Papai Noel, símbolo do Natal, é usado pelos comerciantes, a fim de incrementar as vendas dos seus produtos no final de cada ano. O espírito do natal, segundo a propaganda, está relacionado com a fartura da mesa, a quantidade de brinquedos e outros produtos que o consumidor possa ter em seu lar. À semelhança dos reflexos condicionados, estudados por Pavlov, há repetição, intensidade e clareza dos estímulos à compra, dando-nos a entender que estamos comemorando o renascimento de Cristo. Se não prestarmos atenção, cairemos na armadilha do consumismo exacerbado, dificultando a meditação e a reflexão durante esta data tão especial para a Humanidade.  

O espírito do Natal deve ser entendido como a revivescência dos ensinos de Cristo em cada uma de nossas ações. Não há necessidade de esperarmos o ano todo para comemorá-lo. Se em nosso dia-a-dia estivermos estendendo simpatia para com todos e distribuindo os excessos de que somos portadores, estaremos aplicando eficazmente a “Boa-Nova” trazida pelo mestre Jesus. “Não se pode servir a Deus e a Mamon”. A perfeição moral exige distinção entre espírito e matéria. A riqueza existe para auxiliar o homem no seu aperfeiçoamento espiritual. Se lhe dermos demasiado valor, poderemos obscurecer nossa iluminação interior. Útil se torna, assim, conscientizarmo-nos de que somos usufrutuários e não proprietários dos bens terrenos.  

Um conquistador diferente. A história está repleta de conquistadores: Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio; Nabucodonosor, arrasando Nínive e atacando Jerusalém; Alexandre, à maneira de privilegiado, passa esmagando cidades e multidões; Napoleão Bonaparte, atacando os povos vizinhos. A maioria desses homens fizeram as suas conquistas à custa de punhal e veneno, perseguição e força, usando exército e prisões, assassínio e tortura.

“Tu, entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificaste a obra de todos os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria, da Judéia e da Fenícia, da Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro. Não mobilizaste soldados, mas ensinaste a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do amor. Não argumentaste com os reis e com os filósofos; entretanto, conversaste fraternalmente com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão superior da vida no coração popular”. (Xavier, 1978, cap. 49, p. 261) 

Natal espírita. Na noite em que o mundo cristão festeja a Natividade do Menino Jesus, os espíritas devem se lembrar de comemorar o nascimento da Doutrina Espírita, entendida como a terceira revelação, um novo marco no desenvolvimento espiritual da humanidade, em que todos os problemas, todas as dúvidas, todas as dores serão explicadas à luz da razão e do bom senso.

Fonte de Consulta

ESTADO DE SÃO PAULO. 21/12/1996

XAVIER, F. C. Roteiro, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980.

XAVIER, F. C. Pontos e Contos, pelo Espírito Irmão X. 4. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1978.

Pão Divino

 

O Espírito Emmanuel, no capítulo 173 — "Pão Divino", do livro Vinha de Luz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, comenta a seguinte citação evangélica: “Moisés não vos deu o pão do Céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do Céu.” — Jesus. (João, 6:32.)

O escopo de toda arregimentação religiosa é congregar crentes a fim de que absorvam as ideias mais puras do Evangelho de Jesus, preparando as almas para a grandeza da vida religiosa. E o que se observa ao longo do tempo? Templos de pedra arruínam-se, princípios dogmáticos desaparecem, cultos externos modificam-se, revelações ampliam-se e sacerdotes passam.

Consideremos, porém, os serviços da fé viva, que dão base para toda a tarefa religiosa. De acordo com Emmanuel, esses serviços "representam aquele pão que Moisés dispensou aos hebreus, que sustentava o corpo apenas por um dia, e cuja finalidade primordial é a de manter a sublime oportunidade da alma em busca do verdadeiro pão do Céu".

A missão do Espiritismo Evangélico, como um verdadeiro libertador de consciências, é fornecer o pão puro, para que nos traga mais certeza, alimente nossa alma com mais conhecimentos, aumente o grau de nossa felicidade na Terra. Sejamos, também, cada um de nós o pão de luz para todo aquele que tem fome e sede de justiça.

O Espiritismo dá ênfase ao esforço pessoal. Por quê? A salvação da alma não vem com aparências externas. Não é apenas orando, pedindo graças, favores, mas sim, colocar mãos à obra no trabalho árduo: primeiro convencermo-nos a nós mesmos; depois, convencer os outros dos benefícios da missão evangélica. Não sejamos a letra morta de que nos fala o Evangelho, mas os fiéis divulgadores da boa nova, trazida por Jesus.

Estejamos convencidos de que o nosso culto do pão divino para renovação, purificação e engrandecimento da alma deve se fundamentar no esforço pessoal. Nesse sentido, observações de ordem fenomênica destinam-se ao olvido, afirmativas doutrinárias elevam-se para o bem, horizontes do conhecimento dilatam-se ao infinito e processos de comunicação com o invisível progridem sempre.

"Se procuras, pois, a própria felicidade, aplica-te com todas as energias ao aproveitamento do pão divino que desce do Céu para o teu coração, através da palavra dos benfeitores espirituais, e aprende a subir, com a mente inflamada de amor e luz, aos inesgotáveis celeiros do pão celestial".

 

Pedi e Obtereis


O capítulo 27 — “Pedi e obtereis”, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, trata dos seguintes tópicos: Condições da Prece — Eficácia da Prece — Ação da Prece. Transmissão do Pensamento — Preces Inteligíveis — Da Prece pelos Mortos e pelos Espíritos Sofredores — Instruções dos Espíritos: — Modo de Orar — Ventura da Prece.

Condições da prece. Quando orarmos não devemos nos colocar em evidência. O correto é orarmos sem fingimento e sem muitas palavras, mas pela sinceridade delas. “Antes de orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-a, porque a prece não poderia ser agradável a Deus, se não partisse de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade”.

Eficácia de prece. A eficácia da prece resume-se em pedir confiança, coragem, paciência e resignação. Diante de nossa rogativa, a divindade nos concederá os meios de nos livramos das dificuldades.

Ação da prece. A ação da prece se realiza pela transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele.

Preces inteligíveis. Como ligar o pensamento àquilo que não se compreende? É impossível, pois o que não se compreende não pode tocar o coração.

Espíritos sofredores. Os Espíritos sofredores ao verem que são lembrados, sentem-se menos abandonados e menos infelizes. “Mas a prece tem sobre eles uma ação mais direta: reergue-se a coragem, excita-lhes o desejo de se elevarem, pelo arrependimento e a reparação, e pode desviá-los do pensamento do mal”.

Modo de orar. A prece do religioso deve ser feita — com humildade e profundeza — no momento em que o Espírito retoma o jugo da carne. Esta prece deve encerrar o pedido das graças do que realmente necessitamos.

Ventura da prece. Santo Agostinho elabora um trecho poético sobre essa ventura, mostrando-nos que, por meio da prece, nossa alma se encaminha para lugares harmoniosos e felizes.  Eis como está posta no livro.

Vinde, todos vós que desejais crer. Acorrem os Espíritos celestes, e vêm anunciar-vos grandes coisas! Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos distribuir os seus benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis como a fé beneficia o coração, e leva a alma ao arrependimento e à prece! A prece. Ah! Como são tocantes as palavras que se desprendem dos lábios na hora da prece! Porque a prece é o orvalho divino, que suaviza o excessivo calor das paixões. Filha predileta da fé, leva-nos ao caminho que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, encontrai-vos com Deus; e para vós o mistério se desfaz, porque Ele se revela. Apóstolos do pensamento, a verdadeira vida se abre para vós! Vossa alma se liberta da matéria e se lança pelos mundos infinitos e etéreos, que a pobre Humanidade desconhece.

Marchai, marchai, pelos caminhos da prece, e ouvireis a voz dos Anjos! Que harmonia! Não são mais os ruídos confusos e as vozes gritantes da Terra. São as liras dos Arcanjos, as vozes doces e meigas dos Serafins, mais leves que as brisas da manhã, quando brincam nas ramagens dos vossos arvoredos. Com que alegria então marchais! Vossa linguagem terrena não poderá exprimir jamais essa ventura, que vos impregna por todos os poros, tão viva e refrescante é a fonte em que bebemos através da prece! Doces vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança, pela prece, a essas esferas desconhecidas e habitadas! São divinas todas as aspirações, quando livres dos desejos carnais. Vós também, como o Cristo, orai, carregando a vossa cruz para o Gólgota, para o vosso Calvário. Levai-a, e sentireis as doces emoções que lhe passavam pela alma, embora carregasse o madeiro infamante. Sim, porque ele ia morrer, mas para viver a vida celestial, na morada do Pai!

Fonte de Consulta

Capítulo XXVII — "Pedi e Obtereis", de O Evangelho Segundo o Espiritismo.


Na Senda Escabrosa


“Nunca te deixarei, nem te desampararei.” — Paulo. (Hebreus, 13:5.)

Senda. Do latim semita, -ae, significa caminho estreito, estrada, modo de vida ou conduta. Em escolas de religião ou filosofia esotérica, um suposto percurso de progresso espiritual. Escabroso. Do latim scabrosus, significa rugoso, áspero, sujo.

Jesus Cristo deve ser o centro de nossas atenções. Ele é o governador espiritual do Planeta Terra. Nesse sentido, todos os outros Espíritos de luz devem obediência a ele. Sua relação com Deus pode ser verificada: “Jesus sempre esteve com Deus. E Deus, por sua vez, sempre esteve com Jesus. A vontade de um sempre foi a do outro"; "São um pelo pensamento — uma vez que tudo quanto o Cristo realizava e realiza ainda é sob a inspiração direta de Deus".

Os ensinamentos de Jesus podem ser encontradas nas suas parábolas, nas bem-aventuranças e nas lições que se reportam ao Reino dos Céus. Eis algumas lembranças: Quem estiver sem pecado que atire a primeira pedra; quem se elevar será rebaixado; a fé transporta montanhas, tua fé te salvou, só será livre aquele que não mais pecar, aquele que não prejudicar o seu próximo, enfim aquele que praticar a lei de Deus.

Corpo e mente. A relação que podemos estabelecer entre mente e corpo é muito simples: na mente, temos os processos e atividades que, na sua maioria, são de caráter cognitivo; no corpo, as condições, os meios para ela se expressar, principalmente através do cérebro. Cuidar bem do cérebro ajuda enormemente a manifestação de nossa mente.

O Espírito Emmanuel, nessa passagem, diz-nos que a palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física. Elucida-nos que muito mais de pão do corpo, necessitamos do pão do espírito. O corpo sofre fome e reclama o alimento restaurador, mas as necessidades e desejos da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.

Prossegue instruindo-nos que há momentos de profunda exaustão em nossas reservas mais íntimas. As energias parecem esgotadas; as esperanças se retraem, ocasionando sombras espessas dentro de nós. As inquietações sofridas provocam o nevoeiro velado. O Todo-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos.

A promessa da Divina Bondade resume-se: “Nunca te deixarei, nem te desampararei”. Nem solidão, nem abandono. Os Espíritos de luz, os nossos protetores individuais, denominados anjos da guarda, embora muitas vezes ocultos, sem o som das trombetas, estão nos assessorando com a suas vibrações, as suas inspirações e seus avisos salutares.

O que se nos pede é a manutenção de nossa tranquilidade, como um relógio durante a tempestade.

Fonte de Consulta

XAVIER, F. C. Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, Capítulo 41.

 


Joana d’Arc

Baseando-nos no livro Joana d’Arc Médium, de Léon Denis, anotamos alguns dados biográficos deste Espírito, encarnado na França, durante o período da Guerra dos 100 Anos, entre França e Inglaterra.

No momento em que Joana d'Arc vai aparecer na cena da História, a França era um país curvado ao poderio inglês. Não era propriamente um país como hoje é conhecido. Constituía-se de vários feudos.

Joana d’Arc nasceu em 1412, numa aldeia ignorada até então, que se tornaria célebre e célebre faria Domremy. Filha de pobres lavradores, aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Não aprendeu a ler, nem a escrever, pois cedo o trabalho lhe absorveu as horas.

Como a aldeia era afastada, somente tomou contato com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder.

Aos 12 anos começou a ter visões. A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. As duas mensageiras espirituais que o acompanhavam, como Catarina e Margarida, santas conforme a Igreja que ela frequentava.

Impulsionada pelas supostas vozes, Joana d'Arc acreditava que tinha duas missões. Uma era salvar sua terra, a França, e a outra era libertar a cidade de Orleans e fazer com que o Carlos VII fosse coroado rei. Durante 4 anos ela hesitou e a história de suas visões começou a se espalhar. Ao alvorecer de um dia de inverno, ela se levanta, prepara uma ligeira bagagem, e parte para a sua nobre misão.

Joana d'Arc  foi condenada pela Igreja por prática de feitiçaria. O objetivo era provar que Joana era uma enviada do demônio. Consequentemente, se desmoralizaria o rei Carlos VII. Afinal, que espécie de rei era aquele que se deixara enganar por uma bruxa?

Durante 6 meses ela é submetida a uma verdadeira tortura moral. Os interrogatórios são longos, cansativos. A execução se dá no dia 30 de maio de 1431. Seu cabelo foi raspado. Ela é atada a um poste e a fogueira é acesa. Quando as chamas a envolvem e lhe mordem as carnes, ela exclama: "Sim, minhas vozes eram de Deus! Minhas vozes não me enganaram."

A morte de joana d'Arc era a prova inequívoca da mediunidade que lhe guiara a trajetória terrena. No capítulo XXXI de O livro dos médiuns, vindo a lume no ano de 1861, quando o Codificador reúne Dissertações Espíritas, confere à de Joana D'Arc o número 12, onde ela se dirige aos médiuns, em especial, concitando-os ao exercício do mediunato.

Segundo o Espírito Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, a última reencarnação de Judas Iscariotes na Terra foi da conhecida heroína francesa Joana d'Arc, queimada nas fogueiras inquisitoriais do século XV, conforme mensagem apresentada no livro Crônicas de Além Túmulo.

Compilação: https://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/joana-darc

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Depois dos vários dias e das várias perguntas sobre as vozes que ouvia, e com o veredicto de morte pelo fogo, disse: "Viver sem fé é mais terrível que o fogo, mais terrível que morrer jovem. Não tenho mais nada a fazer aqui." (Do filme Joana d'Arc, de 1948)

A Imensidão dos Sentidos (Notas de Livro)

 


A Imensidão dos Sentidos: aprendendo a lidar com a sua mediunidade. Francisco do Espírito Santo Neto, pelo Espírito Hammed, copyright 2000.

O autor espiritual pretende, nesta obra, elucidar os presságios de medo, castigo, repressão, culpa, amargura e doença que são lançados sobre o conceito de mediunidade, sufocando e atemorizando os dotados de percepção extra-sensorial. Em cada capítulo, começa com uma citação de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec. Em seguida, analisa o tema sob diversos aspectos, principalmente o psicológico. 

Definições 

Amadurecimento — significa reconhecer ou aceitar que todos nós temos os dois lados de todas as coisas. Temos atitudes de medo e coragem, de raiva e determinação, de egoísmo e generosidade, de fragilidade e consistência.

Arquétipo — origina-se do grego e quer dizer “o que é impresso desde o início”. Ainda na Antiguidade, passou a significar também as “formas imateriais” ou o “mundo das ideias”, na concepção de Platão.  

Autoconsciência — capacidade de registrar tudo o que está sendo vivenciado.

Compensação — é um mecanismo de ajustamento ou de defesa que leva o indivíduo a desenvolver certas potencialidades para suprir suas supostas deficiências. É um modo prático de purificar estímulos indesejáveis. (Psicologia)

Crenças — são pensamentos ou ideias que aceitamos como verdade e que criam harmonia ou deformidades em nosso veículo fisiológico. 

Criatividade — capacidade de desestruturar uma concepção ou informação conhecida para reestruturá-la de uma maneira nova.

Distúrbio obsessivo-compulsivo DOC — desejo imperioso que cria pensamentos absurdos embaraçosos, os quais se repetem na mente num ciclo insistente e obstinado (definição das ciências psiquiátricas)

Entusiasmo — deriva do grego “enthousiasmos” e que dizer “sopro divino”, ou também “estar repleto de divindade”. Compõem-se do prefico “en” (movimento para dentro) e do vocábulo “theo” (Deus, divindade).

Formas-pensamentos — pensamentos, conceitos e auto-avaliações, positivos ou negativos, são elementos dinâmicos de indução e influenciam no halo mental, formando “realidades energéticas” ou “formas-pensamentos”.

Gênio — do latim “genius, quer dizer talento ou dom natural. Na antiguidade esse conceito era utilizado para designar pessoas habilidosas ou criativas; somente nos dias atuais é que passou a significar uma superinteligência inata.

Hipocrisia — vício de apresentar uma virtude ou um sentimento que não se tem.

Inconsciente coletivo — herança psicológica, um tipo de memória da raça ou da espécie, onde se encontram conteúdos de estrutura psíquica, padrões universais ou arquétipos existentes na intimidade de todos os seres humanos. (Jung)

Percepção — é a compreensão de algo, ou a interpretação do somatório de todas as sensações que estão ocorrendo conosco em dado momento.

Senso crítico — “senso” vem do latim sensus, faculdade de raciocinar. “Crítico” tem origem no grego kritikos, arte de avaliar e apreciar.

Ser translúcido — indivíduo que adquiriu a qualidade de deixar passar a luz espiritual de forma nítida, sem permitir que obstáculos maiores prejudiquem a autenticidade das manifestações transcendentais.

Pensamentos

“Dois excessos: excluir a razão — só admitir a razão.” (Pascal)

“Nenhum homem jamais foi grande sem um toque de inspiração divina.” (Cícero)

“O psiquismo dorme na pedra, sonha na planta, agita-se no animal e desperta no homem.” (Léon Denis)

“É extremamente fácil enganar a si mesmo; pois o homem acredita no que deseja.” (Demóstenes)

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei.” (Frase inscrita no dólmen construído sobre o túmulo de Allan Kardec cemitério Père-Lachaise, em Paris) [Nesta frase, mudança é a palavra-chave]

“À medida que temos mais luz, mais grandeza e baixeza descobrimos no homem.” (Pascal)

“As pessoas ignorantes não procuram sabedoria. O mal da ignorância está no fato de que aqueles que não são bons nem sábios estão, apesar disso, satisfeitos consigo mesmos. Não desejam aquilo de que não sentem falta.” (Platão)

“O pior uso que se pode fazer da liberdade é abdicar dela.” (Victor Marie Hugo)

“Se alguém pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana a si mesmo. Cada um examine a sua própria conduta, e então terá o que se gloriar por si só e não por referência ao outro.” (Paulo, Gálatas, 6,3)

“O interesse é uma homenagem que o vício presta à virtude.” (O duque de La Rochefoucauld)

Frases

“Nosso propósito é colaborar como todos aqueles que, ao buscarem a “dimensão metafísica” da existência, deixem de lado as posturas rígidas e inflexíveis diante das faculdades psíquicas, encarando-as de modo natural e espontâneo e desatando-as das embalagens preconcebidas”. (pág. 15)

“O Espiritismo possui um antídoto contra essa crença milenar. Suprimiu o personalismo e ensinou-nos a ligação direta da criatura com Deus, dispensando intermediações...” (pág. 18)

“Ao convertermos as criaturas em mito, supervalorizamos os outros e, em virtude disso, desvalorizamos o nosso poder interior”. (pág. 20)

“A incapacidade de dizer “não posso”, “não concordo”, “não sei”, “não quero”, acarreta no ser humano a perda de controle da própria vida.” (pág. 23)

“À medida que a criatura se desenvolve... Seleciona ideias, pensamentos, oscilações psíquicas, como o garimpeiro que separa do cascalho a gema preciosa ou o metal raro”. (pág. 30)

“A conduta invejosa pode nos ser muito útil ou benéfica, se soubermos transformá-la em uma atitude oposta — a admiração”. (pág. 42)

“Acreditamos que as coisas e as pessoas é que nos fazem infelizes, mas isso não é verdade — somos causa e efeito de nós mesmos”. (pág. 47)

“O médium autêntico não copia ninguém. Não se limita a seguir caminhos já percorridos; tem a habilidade de ver as coisas com olhos novos, fazer associações que transcendem o comum”. (pág. 58)

“A faculdade extra-sensorial é um “instrumento da vida”, uma condição natural do desenvolvimento dos seres humanos”. (pág. 63)

“O orgulho é uma forma pela qual interpretamos as pessoas e dos fatos. É um “estado de consciência” em que a insensibilidade predomina”. (pág. 66)

“Um indivíduo em estado de fixação mental nada vê, nada ouve, nada sente ou nada percebe além da pessoa, objeto ou fato a que sua mente cristalizada se prendeu”. (pág. 77)

“Para nos desfazermos da fascinação ou da auto-ilusão seria preciso apenas nos desvencilharmos da escravidão da ideia pressuposta que temos ou desejamos ter acerca de nós mesmos”. (pág. 84)

“Para promovermos mudanças não necessitamos procurar novas paragens, e sim possuir novos olhos”. (pág. 89)

“A mediunidade está intimamente ligada à vocação, aptidão, realização, criatividade, espontaneidade, e desvinculada por completo de qualquer obrigação ou pressão auto-imposta”. (pág. 93)

““Devo desenvolver a mediunidade” equivale a dizer “não quero, mas sou obrigado a desenvolver”. Não somos obrigados a nada!” (pág. 95)

“Existe uma enorme distância entre “estar consciente” das sensações e “querer afastá-las””. (pág. 98)

“Terão verdadeiramente clareza de pensamento aqueles que tratarem as “coisas simples” com merecida importância, e as “coisas importantes” com a devida simplicidade”. (pág. 103)

“Cada pessoa plasma os reflexos de si mesma e, por onde passa, entra em comunhão com a matéria mental alheia, exteriorizando o seu melhor lado, ou mesmo, criando perturbação ou desajustamento”. (pág. 113)

“Por sua vez, não é recomendável utilizar as faculdades psíquicas para explorar “outros mundos”, até que tenhamos o pleno controle do mundo em que estamos vivendo aqui e agora”. (pág. 120)

“Se dissociamos a causa do efeito de nossos atos, enfraquecemos cada vez mais o senso de ligação entre nós e os acontecimentos”. (pág. 127)

“Ao rejeitarmos um sentimento, não quer dizer, de forma alguma, que ele vai desparecer; só o excluímos de nossa identificação consciente”. (pág. 128)

“A “regra de ouro” da Espiritualidade Superior é a compaixão: admitir que outros pensem, ajam e sintam de modo diferente de nós...” (pág. 135)

“Mediunidade é um portal esplêndido que nos abre o entendimento para a realidade transcendental. No entanto, os médiuns não devem nutrir como “obrigação” a salvação dos sofredores do mundo. A única pessoa que podemos “salvar” é a nós mesmos, pois cada um é responsável apenas por si”. (pág. 138)

“O crescimento do ser ocorre por meio de um encadeamento de fatos espontâneos e inerentes à vida humana, enquanto o perfeccionismo é uma aspiração obstinada e torturante”. (pág. 143)

“De nada adianta tentarmos transformar a qualquer preço um “homem faccioso” — parcial, sectário. É-nos impossível alterar as leis naturais; temos, sim, que aprender a respeitá-las, visto que a transformação só acontece quando estamos preparados para mudar”. (pág. 151)

“A reencarnação nos induz a uma recapitulação dos velhos modelos e conceitos, a fim de que nos desvencilhemos das crenças negativas rumo ao ciclos mais evoluídos da existência”. (pág. 153)

“Os indivíduos de sentimentos e pensamentos doentios podem plasmar “estruturas de disformes feições”, que os acompanham aos lugares aonde vão”. (pág. 155)

“Somente depois de muitos anos de estudos, é que médicos, biólogos e psicólogos concluíram que a visão do homem ocorre não nos olhos, mas no cérebro”. (pág. 169)

“Quem tem um “herói” dentro de si tem igualmente um outro lado, um “mártir””. (pág. 181)

“Os gênios, pelos seus naturais questionamentos, foram muitas vezes transportados a uma vida de solidão”. (pág. 186)

“O que atrairá vibrações positivas ou uma “aura de defesa” para todos nós será a sinceridade de nossas intenções”. (pág. 210)


Joanna de Ângelis



De acordo com o livro A Veneranda Joanna de Ângelis, pelos médiuns Celeste Santos e Divaldo Pereira Franco, Joanna de Ângelis teve as seguintes vivências passadas, a saber: Joana de Cusa, uma discípula de Francisco de Assis, Sóror Juana Inés de la Cruz e Joana Angélica de Jesus.

Joana de Cusa. Segundo Humberto de Campos, viveu na época de Jesus, e morreu queimada por ser fiel ao mestre Jesus.

Discípula de Francisco de Assis. Quando Francisco de Assis reorganiza o "Exército de Amor do Rei Galileu", ela se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus.

Sóror Juana Inés de la Cruz. Essa existência deu-se no México. Desde criança dedicou-se às letras. Em dado momento de sua vida, aos 16 anos de idade, entra no convento Carmelitas Descalças. Depois, transferiu-se para ordem de São Jerônimo da Conceição, onde tomou o nome de SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ.

Joana Angélica de Jesus. Reencarna no Brasil e, aos 21 anos de idade, ingressa no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS. Foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.

Joanna na espiritualidade. Na metade do século passado, Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus. No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta terrestre.

Mansão do Caminho. Foi um planejamento dos Espíritos de luz, no sentido de ajudar muitos Espíritos enfermos que nasceriam órfãos. Por que Mansão do Caminho? É uma semelhança com a “Casa do Caminho” dos primeiros tempos do cristianismo.

Fonte de Consulta

SANTOS, Celeste e FRANCO, Divaldo Pereira. A Veneranda Joanna de Angelis.

Compilação: https://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/joanna-de-%C3%A2ngelis

Anália Franco e a Dignidade pela Educação

 


"A verdadeira caridade não é acolher o desprotegido, mas promover a sua capacidade de se libertar." (Anália Franco)

Quem dentre nós já não se perguntou qual é nossa missão nesta encarnação? Mas enquanto buscamos respostas, podemos nos inspirar em grandes espíritos missionários que souberam agir de acordo com os seus ideais e deixaram um legado de amor e fraternidade. Esse é o caso de Anália Franco, admirada no meio espírita, mas pouco lembrada fora dele.

Nascida no estado do Rio de Janeiro, em 1º de fevereiro de 1853, poderia ter fincado raízes em Resende, sua cidade natal, onde teve oportunidade de estudar e se formar professora. Mas preferiu lançar sementes de amor e sabedoria, fundando instituições de ensino e abrigos em várias cidades do Brasil com o objetivo de cuidar de pessoas em situação de fragilidade social, especialmente crianças e mulheres sem instrução.

Quando faltavam recursos, ela não tinha receio de ir às ruas pedir ajuda para manter as instituições. Também soube defender seus ideais e conquistar a confiança de abolicionistas e republicanos no Brasil do século 19.

O resultado desse trabalho é inegável: fundou 71 escolas, dois albergues, uma colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãos, uma banda musical feminina, uma orquestra, um grupo de teatro e oficinas de artesanato. Atuou em 24 cidades do interior do Brasil e nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. Não por acaso foi chamada pelo escritor Eduardo Carvalho Monteiro de “a grande dama da educação brasileira”.

Leia mais em: https://correio.news/bau-de-memorias/analia-franco-e-a-dignidade-pela-educacao



Transtornos Mentais (Notas de Livro)


Transtornos Mentais na Infância e na Adolescência é o título do livro de Walter Oliveira Alves, de 2018, editado pela Ide.

Algumas Notas

Ao lado dos aspectos biológicos, neuropsicológicos, sociais, ambientais e dos mecanismos genéticos envolvidos nos transtornos mentais comuns na infância e na adolescência, lembra-nos, também, da contribuição da Doutrina Espírita, ou seja, da relevância do aspecto espiritual da vida para o enfrentamento dos problemas mentais.

Na Parte I, trata do estudo das enfermidades da mente, do conhecimento de si mesmo, da reencarnação, da participação das emoções, da energia criadora, entre outros. Na Parte II, analisa os tipos de transtornos mentais, tais como, esquizofrenia, epilepsia, depressão, transtornos diversos, personalidade psicopata, entre outros. Ao final, discorre sobre evolução, cura e terapia da alma.

O livro começa citando os diversos estudiosos da enfermidade da mente humana. Eis alguns nomes: Philippe Pinel (1745-1826), Franz Anton Mesmer (1734-1815), William Cullen (1710-1790), Jean-Martin Charcot (1825-1893), Pierre Janet (1859-1947)... Freud, Adler, Jung...

Todos os temas são analisados segundo os princípios básico das psicologia espírita, princípios esses extraídos das obras de Allan Kardec e dos livros de André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier. Há, também, referência aos Espíritos Manoel Philomeno de Miranda e Joana de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco.

Para exemplificar, anotamos o caso de epilepsia, transcrito do livro No Mundo Maior e se encontra à página 102 deste livro do Sr. Alves.

“Na obra No Mundo Maior, de André Luiz, o Espírito Calderaro cita o caso de Marcelo que sofre de epilepsia, mas está alcançando melhoras consideráveis através da mudança interior, fruto do ambiente familiar dado à prece e ao estudo do Evangelho no Lar.

Calderaro localiza a causa da enfermidade em existências anteriores, quando o enfermo “exerceu enorme poder de que não soube usar em sentido construtivo”. “Portador de vários títulos honoríficos, muita vez o esqueceu, precipitando-se na vala comum dos caprichos criminosos. Impôs-se pelo absolutismo, e intensificou a lavra de espinhos que o dilacerariam mais tarde”.

Após sua desencarnação, os inimigos em massa o retiveram por longo tempo na regiões inferiores, seviciando-lhe a organização espiritual".

Em linhas gerais, este livro dá ênfase ao dístico da antiguidade: “conhece a ti mesmo”.

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