Mostrando postagens com marcador Artigos; Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos; Comportamento. Mostrar todas as postagens

Nahon de Castro fala sobre homoafetividade/homossexualidade e também sobre o comportamento social de Jesus (10/03/2.013)

Na manhã de hoje, domingo, dia 10 de março de 2.013, tivemos a presença, no C. E. Ismael, na sala 1, do prédio sede, do Baiano (e apaixonado por sua terra e por música) Nahon de Castro que, através de uma feliz exposição para 45 pessoas, trouxe importantes informações a respeito da homoafetividade/homossexualidade e também do comportamento social de Jesus, de uma forma divertida, musical e também muito responsável , mostrando-nos principalmente que podemos abordar assuntos sérios e até polêmicos, com a utilização do bom humor e boas reflexões.

Ambos os temas nos levam a refletir sobre nosso comportamento e os preconceitos que nutríamos em encarnações (em eras passadas) e que ainda nutrimos, ainda que veladamente, hoje.

A exposição permitiu refletirmos sobre nossas opções, nossas escolhas, e sempre que possível pautá-las dentro das leis divinas, qual delas destacadas por Jesus, a Lei do Amor.

Seminário sobre Cura e Autocura

O médico-homeopata, escritor e expositor espírita mineiro ANDREI MOREIRA, no dia 24 de fevereiro, domingo, das 9 às 12h, falou-nos sobre cura e autocura. Desde 2007, ele é o presidente da Amemg (Associação Médico-Espírita de Minas Gerais), trabalhando como médium psicógrafo e psicofônico em reuniões de desobsessão. É autor de vários livros, entre eles “Cura e Autocura – uma visão médico espírita” e “Autoamor e outras potências da alma” – em parceria com o Espírito Dias da Cruz. 

Veja as fotos do evento:

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151517760459561.1073741826.135190509560&type=3

O significado do Dia de Finados

Apresentamos abaixo um artigo de nosso companheiro ISMAEL BATISTA DA SILVA (*), que nos oferece explicações sobre o nosso comportamento diante do Dia de Finados, nesta 6ª feira (02/11). Lembramos que o articulista já esteve em palestra no Centro Espírita Ismael em 24 de junho deste ano, com o tema "O perfil do trabalhador espírita para o 3º milênio", que vale a pena ser revista através do You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=V8EZcZ0KMDY  (é só clicar em cima da linha), com 02 horas e 38 minutos.

"Finados na visão espírita" – por Ismael Batista da Silva -  Todos os anos, na época em que se aproxima o dia de finados, muitas pessoas questionam nós espírita, querendo saber se devem ou não ir ao cemitério?o Espiritismo é uma doutrina educadora e libertária. Ela não nos proíbe e nem exige nada de ninguém, apenas nos informa em relação as leis da vida e seus mecanismos, para que, depois, cada um faz aquilo que sua consciência permitir ou determinar.

Nesse sentido, o Espiritismo esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial. Considera com muita propriedade que no túmulo não é o lugar que os espíritos moram ou ficam. Dependendo da data do sepultamento, às vezes, nem corpo existe mais ali.

Sabemos com nossa doutrina e com os posicionamentos dos Benfeitores Espirituais, que os espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os demais espíritos, estão muito vivos e ficam, geralmente, à nossa volta com os quais nos acotovelamos todos os momentos. Ninguém morre. Deus não tem nenhum filho(a) morto(a). Todos vivem e se não estão materializados conosco estão vivendo em algum lugar nesse imenso Universo, que é a casa do Pai, onde, segundo Jesus, existem muitas moradas.

Cabe a nós espiritualistas, nos libertarmos dos atavismos firmados no período do entendimento da fé cega e, agora, sabedores das verdades espirituais novas, assimilarmos esses conhecimentos e criar novos hábitos para exaltarmos a vida e não a morte das pessoas que amamos e por elas somos amados.

Racionalmente, chegamos a conclusão que o cemitério não é o melhor lugar para os espíritos nos reencontrar e serem homenageados, sobretudo se tiverem recém-desencarnados. A aproximação deles junto do lugar onde estão os seus despojos carnais ainda trarão a eles um desconforto e constrangimento muito grande. Muitos nem suportam ficar ali por perto por muito tempo.

Existe uma maneira muito singela, amorosa, fraterna que podemos habituar a fazer para que os espíritos familiares e amigos possam sentir lembrados e homenageados por nós, não só em finados, mas todos os dias: uma prece sincera em favor da harmonia, paz e de que estejam felizes ao lado da família espiritual deles.

Podemos também colocar em nossos lares e/ou local de seu antigo trabalho, um recadinho do coração, uma flor perto de um porta retrato com a foto do desencarnado. Assim sentirão lembrados, amados e fortalecidos por ver que estamos exaltando a vida e não a morte.

Sempre virão ao nosso encontro os espíritos dos nossos parentes e amigos desencarnados? Não! Muitos deles demoram para aproximar dos entes queridos que ficaram na Terra, pois isso depende das condições espirituais em que se encontram e das possibilidades de vir junto dos familiares e amigos. Outros nem querem vir, pois muitas vezes nossos sentimentos não são sinceros, e o Espírito não se interessa por essa hipocrisia, eles vem muito mais pelo pensamento e sentimento puro.

Sabemos que tudo o que se faz no cemitério, não passa em muitos casos de demonstração de posses materiais. Seja para demonstrar para a sociedade uma atitude de respeito, às vezes desprovida até de sinceridade.
Portanto, todos são livres para fazer o que acham que devem, principalmente sendo de coração aberto e sincero, numa legitima demonstração de amor.

Então. Que tal aprendermos a referendar os nossos mortos-vivos em nossa casa recolhidos com a família e em prece proferida com sentimento? Aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado.

Preciso ainda lembrar que muitos espíritos que se encontram no Mundo Espiritual não ligam a mínima para certos fatos que a nós encarnados enche de orgulho, pois, muitos deles, estão acima das nossas conveniências e ilusões terrenas.

Uma pergunta para encerrar nossa reflexão. Quando você partir desse mundo, onde você gostaria de ser lembrado e reencontrar com os seus amigos e familiares, no cemitério ou em um lugar que só te inspira boas lembranças?

Então vamos lembrar de nossas almas queridas, exaltando a vida e não a morte.

(*) ISMAEL BATISTA DA SILVA --- Mineiro, natural de Guaxupé, Ismael Batista da Silva é palestrante motivacional, consultor de vendas e vereador na cidade de São José do Rio Pardo, interior de São Paulo. Autor de dois livros, um deles de natureza mediúnica, e espírita de berço, Ismael é uma pessoa envolvida com as causas sociais de sua cidade e, no âmbito espírita, atua também como palestrante, atividade em que tem dado expressivo destaque ao relacionamento humano por meio de exemplos práticos do cotidiano.  Dirigiu a Associação Espírita Paulo de Tarso por 11 anos, entidade mantenedora do Centro Espírita André Luiz – Asilo Lar de Jesus - Abrigo Nosso lar (crianças) – Projeto Alvorada Nova ( adolescentes). Fundador do Centro de Convivência Municipal da 3ª idade e da Fundação Espírita Dr. Bezerra de Menezes (centro de apoio educacional e promoção social – atendendo centenas de pessoas carentes da cidade).  Coordenador do Natal da Solidariedade há 10 anos. Vereador – 1º secretário da Câmara Municipal - Trabalhou no sistema COC de ensino por 18 anos – Atualmente é consultor de relacionamento humano – palestrante Motivacional e capacitador de cursos de vendas – liderança - oratória e outros. Assina dois livros: Vencendo dificuldades de relacionamento e Um perfume Inesquecível (espírito Otília).



Reflexões sobre os motivos do suicídio

Com autorização do autor, publicamos o artigo "Suicídio - fuga sem norte, sem sentido, sem razão"  - de Jorge Hessen (*) - Em julho de 1862, Kardec analisa uma estatística estarrecedora e publica na Revista Espírita que "desde o começo do século XIX, o número dos suicídios na França de 1836 a 1852, era de 52.126 suicídios, ou seja em média 3.066 por ano. Em 1858, contaram-se 3.903 suicídios, dos quais 853 mulheres e 3.050 homens; enfim, segundo a última estatística no curso do ano de 1859, 3.899 pessoas se mataram, a saber, 3.057 homens e 842 mulheres."(1)
Atualmente, como se não bastasse o inquietante "Dia Nacional de Prevenção ao Suicídio", a Justiça francesa está investigando a onda de suicídios na operadora de telefonia France Telecom. Nos últimos anos, 46 funcionários da companhia se mataram – 11 deles apenas em 2010, segundo dados da direção da empresa e dos sindicatos. Infelizmente , são exatamente nos países ricos, em que a ambição e o materialismo se acentuam, onde sobressaem os preconceitos que o número de óbitos por suicídios é aterrorizante. Segundo estimativa dos estudiosos, alguns países do Velho Continente carecem de um "plano nacional para a prevenção de suicídios", pois é ameaçador o número de mortes auto-infligidas.
Kardec  escreveu que o suicídio é contagioso; "o contágio não está nem nos fluidos nem nas atrações; ele está no exemplo que familiariza com a ideia da morte e com o emprego dos meios para que ela se dê; isto é tão verdadeiro que quando um suicídio ocorre de uma certa maneira, não é raro ver vários deles do mesmo gênero se sucederem."(2)  Quinze anos antes da Revolução Francesa , o lançamento do livro "Werther" do poeta alemão Goethe, provocou uma onda de suicídio na Europa. "Romeu e Julieta, criação de Shakekspeare, assim como tantos Romeus e Julietas da vida real, se matam para vingar-se de seu ambiente e das pessoas que estão ao seu redor"(3)
Albert Camus em "O Mito de Sísifo" defende a tese que só existe um problema filosófico realmente grave: o suicídio - Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder a questão de filosofia.(!?) Que o abonem os escritores Artur Shopenhauer  em "As Dores do Mundo", que induz seu leitor invigilante ao suicídio, e Friedrich Wilhelm Nietzsche que escreveu em "Assim Falava Zaratustra" que orar é vergonhoso,  afirmando  que "a ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más."(!?) .
O suicídio é uma ação unicamente humana e está presente em todas as civilizações. Suas matrizes originais são abundantes e intricadas. Algumas pessoas (re)nascem com certas desordens psiquiátricas, tal como a esquizofrenia e o alcoolismo, o que obviamente acresce o risco de suicídio.  Os determinantes do autocídio patológico estão nas ansiedades mentais, desesperanças, desgostos, intranquilidades emocionais, alucinações recorrentes. Pode estar vinculada a falência financeira, vergonha e mácula moral, decepções amorosas, depressão, solidão, medo do futuro, soberba pessoal (recusa a admitir o fracasso) ou exacerbado amor próprio (acreditar que sua imagem não possa sofrer nenhum arranhão ou ferimento). Mas, cremos que a exata causa do suicídio não está nas ocorrências infelizes em si, todavia na atitude como a pessoa cede diante do desgosto.
Há autoextermínio por ideias fixas, realizados fora do império da razão, como aqueles, por exemplo, que ocorreram na psicose, na embriaguez; aqui a causa é meramente fisiológica; mas paralelamente "se encontra a categoria, muito mais numerosa, dos suicídios voluntários, realizados com premeditação e com pleno conhecimento de causa."(4) O Codificador indagou aos espíritos - "que pensar do suicídio que tem por causa o desgosto da vida?". Os Benfeitores responderam: "Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes seria uma carga!"(5)
Há dois milênios Jesus disse: "Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados".(.6) Mas, como compreender a conveniência de sofrer para ser feliz?  Por que uns já (re)nascem abastados e outros na miséria, sem nada haverem feito (na atual existência)que justifique essas posições? "A certeza da imortalidade pode confortar e gerar resignação, contudo não elucida essas aberrações, que parecem contradizer a justiça Divina. Se Deus é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa." (7)
Na Terra, é preciso ter tranquilidade para viver e conviver, até porque, não há tormentos e problemas que perdure uma eternidade. Lembremos que a vida não assenta em nossos ombros fardos mais pesados que nossos limites e carregá-los. A calma e a resignação hauridas da maneira de avaliar a vida terrestre e da certeza no futuro "dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio." (8) Porém, a incredulidade, a simples suspeição sobre o futuro espiritual, as opiniões materialistas, por fim, são os grandes incitantes ao suicídio e ocasionam o acovardamento moral.
Os Benfeitores Espirituais advertem que o suicídio é comparável a alguém que pula no escuro sobre um despenhadeiro de brasas. Após a morte ,  descrevem os espíritos , advém ao suicida a sede, a fome, a friagem ou o calor insuportável, o cansaço, a insônia, os irresistíveis desejos impudicos, a promiscuidade e as tempestades com constantes inundações de lamas fétidas. E pior, aos que fogem da luta,  recordamo-lhes que adiar dívida moral significa reencontrá-la mais tarde (pela reencarnação) com juros somados com cobrança sem moratória.
A Terceira Revelação comprova através das comunicações mediúnicas a posição desventurada em que se deparam os suicidas e comprova  que nenhuma pessoa infringe impunemente a lei de Deus. O espírita tem, assim, vários motivos a contrapor à ideia do suicídio: a confiança de uma vida futura, em que, sabe-o ele, será de tal maneira mais venturosa, quão mais infeliz e abdicada tenha sido na Terra. 
É vero! O suicídio é uma porta falsa em que o indivíduo, avaliando alforriar-se de seus incômodos, desmorona em circunstância extremamente mais arruinada. Precipitado, violentamente, para o Além-túmulo, repleto de fluido vital no corpo aniquilado, revive, continuamente, por longo tempo, os espicaces de consciência e sensações dos últimos momentos, além de permanecer debaixo de  penosa tortura aprisionado aos despojos carnais sob a própria tumba. Como se ainda não bastasse, permanecerá na dimensão espiritual submerso em regiões de penumbras, onde seus martírios serão tenazes , a fim de aprender na dor pungente a respeitar a vida com mais empenho noutras oportunidades reencarnatórias.
Portanto, "a certeza de que, abreviando a vida, chega justamente a um resultado diferente daquele que espera alcançar; que se livra de um mal para tê-lo um pior, mais longo e mais terrível, que não reverá, no outro mundo, os objetos de sua afeição, que queria ir reencontrar; de onde a consequência de que o suicídio está contra os seus próprios interesses. Também o número de suicídios impedidos pelo Espiritismo é considerável, e se pode disso concluir que quando todo o mundo for espírita, não haverá mais suicídios voluntários, e isso chegará mais cedo do que se crê." (9)
Sabemos que a prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade do Criador. Destarte, quando nos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, urge sobrepor-se a ela, e, quando houvermos conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, devemos dizer, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."  (11)
Ante o impositivo da Lei da fraternidade, precisamos orar pelos nossos irmãos que deram fim às suas vidas, apiedando-nos de suas dores, sem condená-los.
Referências bibliográficas:
(1)Análise sobre Estatística dos suicídios que  Kardec fez  do livro "Comédie sociale au dix-neuvième siècle" , autoria de B. Gastineau, publicado na Revista Espírita, julho de 1862
(2)Idem
(4)Análise sobre Estatística dos suicídios que  Kardec fez  do livro "Comédie sociale au dix-neuvième siècle" , autoria de B. Gastineau, publicado na Revista Espírita, julho de 1862
(5)Kardec , Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 2001, perg. 945
(6)Lc. VI, vv. 20 e 21
(7) Kardec , Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 2006, cap V
(8)Idem
(9)Análise sobre Estatística dos suicídios que  Kardec fez  do livro "Comédie sociale au dix-neuvième siècle" , autoria de B. Gastineau, publicado na Revista Espírita, julho de 1862
(10) Kardec , Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 2006, cap V
(*) JORGE HESSEN - jornalista, professor e historiador (licenciado pela Unb) articulista e palestrante. Natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor Público Federal lotado no INMETRO de Brasília; Formação acadêmica: Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História, Escritor (dois livros publicados) Jornalista e articulista com vários artigos publicados na Revista O médium de Juiz de Fora, Reformador da FEB, O Espírita de Brasília , do Jornal da Federação de Mato Grosso e do Jornal da FEDERAÇÃO DO DF, site pessoal http://jorgehessen.net

Um olhar sobre a inveja

Com autorização de Marco Aurélio Rocha, do "Espiritismo na Rede", passamos a reproduzir os textos sobre temas do Espiritismo.  São textos com temas do nosso dia a dia, que mostram o enfoque final dentro dos ensinamentos de nossa Doutrina. São temas que as vezes não damos importância, mas tem muitos significados e que dependem de nossa Reforma Íntima. E pedem reflexões. Esperamos que sejam úteis e de bom aproveitamento. Uma boa leitura para todos.

"Um olhar sobre a inveja":  Cada um de nós já nasce trazendo em sua essência dons, capacidades e talentos "únicos", porque a vida é sábia e na concepção de suas criaturas jamais repete figuras e, muito menos, comete a injustiça de favorecer a uns e desfavorecer a outros, pois se houvesse uma desigualdade, certamente, ao descobrirmos que fomos desabonados, enquanto outros foram beneficiados, isso despertaria em nós uma destruidora comparação que fatalmente criaria intermináveis divergências.

As pessoas mais determinadas, logo cedo descobrem os potenciais que precisam desenvolver no decorrer de sua existência, para chegar à realização e, assim, por direito, manifestar a sua nata e intransferível competência.  Mas, existe um tipo de pessoa que ainda não reconhece em si esses tesouros íntimos e desperdiça os seus dias tentando ser uma cópia daquilo que admira, nos outros, sem perceber que a estrela da sorte só brilha através daqueles que agem com originalidade, e que o carisma dos criadores estará sempre acima dos copiadores, como um farol de luz ofuscando a visão de seus imitadores.

Com o passar do tempo, a pessoa que anula os seus próprios potenciais para seguir na cola dos outros torna-se abatida, frustrada e amarga. Ao se deparar com alguém que conseguiu desabrochar o melhor de seus talentos, em vez de se espelhar no exemplo como modelo e inspiração, acaba é despertando a inveja. Então, colocando o seu poder contra o próprio progresso, ela perde a sua força espiritual e não consegue avançar na vida, porque age guiada por um sentimento de inferioridade, dando-se por vencida diante dos obstáculos - que precisa ultrapassar para chegar à concretização de seus sonhos.

Uma pessoa impulsiva -  A pessoa invejosa é mente indisciplinada que, facilmente, desiste de tudo que começa, porque as poucas decisões que toma geralmente são ações impulsivas, que geram apenas arrependimento. Ela é tão cabeça dura que, mesmo atraindo só resultados destrutivos para a sua própria vida, não analisa as consequências de seus atos anteriores, que terminaram em pesadelos, e repete os mesmos erros - que novamente lhe causarão terríveis dores de cotovelo.

A pessoa invejosa vive de aparência e gasta até o que não tem para manter um padrão de vida acima de suas condições, buscando impressionar os outros com a imagem de pessoa bem-sucedida, mas, acaba pagando um preço muito alto por isso, tendo noites mal-dormidas e sendo torturada pela sombra de suas dívidas. Ela não olha a vida com otimismo e nem reconhece as oportunidades que lhe são apresentadas como possibilidades de transformação e, geralmente, está atuando em uma área que detesta, ocupando um cargo que não lhe dá satisfação - e com raiva daqueles que exercem a mesma função com alegria e diversão.  Ela não imprime o melhor de sua essência nas tarefas que desenvolve e nas responsabilidades que assume, fazendo apenas o básico, pois já está acostumada com a condição de mediocridade e, sendo assim, não tem o objetivo de alcançar níveis elevados de excelência naquilo que representa.

Sempre cobrando -  Sabe cobrar os seus direitos, mas não procura se qualificar para executar as suas obrigações e nunca expressa gratidão pelos benefícios que lhe são concedidos. Sua pobreza de espírito mostra claramente que o seu comodismo sugador é como de um pedinte que fica decaído na rua da amargura, fazendo cara de coitado e com a mão aberta, só esperando receber altas recompensas sem nada oferecer em troca do que é ofertado.

A pessoa invejosa exige que a sua privacidade seja respeitada, mas age como um intruso que entra na sala dos outros sem bater na porta antes de invadir a intimidade alheia, porque está sempre tentando pegar alguém no flagra praticando alguma coisa errada.  Porém, se fizermos igual e adotarmos o mesmo comportamento fiscalizador, logo nos repreenderá com indiretas, pois ela, sim, é quem vive fazendo coisas erradas e não deseja ser flagrada cometendo um deslize.

A pessoa invejosa, falando em público, age como um robô; não é espontânea e nem olha nos olhos das pessoas com firmeza, porque o seu discurso egocêntrico é recheado de palavras sofisticadas, "ditas da boca para fora"; e, por não transmitir segurança em sua comunicação, não convence a quem está lhe ouvindo, pois fala sem deixar a premeditada pausa para a reflexão de seu raciocínio, e tem a cruel necessidade de atacar os seus concorrentes, desqualificando os feitos dos mesmos, para poder se autoafirmar.

Muitas dessas mentes insatisfeitas até já ultrapassaram as barreiras da vida difícil que tiveram na infância, mas, internamente, ainda continuam como crianças pobres estagnadas emocionalmente na imaturidade de seu triste passado e, brigando com outros desafortunados por velhos brinquedos quebrados.  Com certeza, você, que gosta de compartilhar os momentos felizes de sua vida, já deve ter se sentido mal ao tentar contar algo, de maneia empolgada para alguém, pensando que a sua boa notícia deixaria a pessoa contente, e ela, por ter uma mente invejosa - e incomodada com a sua alegria, olhou para o relógio fingindo estar atrasada para coisas mais importantes, só para não ter que ouvir a conversa de quem se deu bem.

Porque, para a pessoa invejosa, ouvir alguém comemorando a vitória de um objetivo é como se a mesma estivesse sendo acusada de fracassada. Ao ver duas pessoas conversando alegremente, a pessoa invejosa não consegue conter a sua língua ferina.


 
Espiritismo na Rede – 11/05/2012




A questão da dor em nossas vidas

Dando continuidade às colaborações de nosso companheiro Marcelo Stanczyk,  apresentamos novo artigo com referências ao capítulo 1. da obra em análise (Livro "REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO", de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley S. de Oliveira), que trata das "Dores do martírio", assim como a introdução do livro, também permite uma outra série de reflexões importantes. A primeira delas, que é destaque no artigo  é a questão da dor em nossa vida. Ou seja, qual a posição dela para nós… No que cremos que ela nos serve.
"Via de regra enxergamos a dor como um dispositivo de aviso, a nos alumiar quando estamos tendo algum problema na nossa lógica de vida em relação as leis divinas. E, até ai, tudo bem. O problema começa quando a dor e o sofrimento deixa de ser esse alerta para passar a ser simplesmente aceito, quando não mesmo desejado.
Somos espíritos em processo de formação, e por conta disso, dispomos de muitas ferramentas para manuseio, dos quais nem sempre temos total e completo conhecimento de como aplicá-las em nosso benefício. Algumas nos são mais familiares, outras menos. Cada pessoa possui seu mundo íntimo pessoal e individual. Entre essas ferramentas encontramos a dor e o sofrimento.
Por processo natural, toda evolução causa certo sofrimento e certa dor, porque temos que sair da "zona de conforto" a que estamos acostumados para empreender viagem em outra com o qual pouco hábito temos. Um exemplo clássico é o exercício físico. Na medida em que fazemos mais e mais esforço sentimos os músculos cansados e a dor. Ora, essa dor é parte do processo de crescimento do tecido muscular. É algo natural e absolutamente suportável.
É como o solo que precisa ser arado e rasgado para que se possa plantar a semente e ela germinar com eficiência.
É muito comum passarmos por sofrimentos. E todos eles parecerem ser maior que nossa capacidade de resistir, mas com um breve tempo solucionamos o impasse e a dor some… e o sofrimento sucumbe e vai-se.
Essa espécie de sofrimento que vem do crescimento é muito salutar e, sem a sua existência, muito dificilmente perceberiamos que temos coisas a corrigir e se corrigimos adequadamente. É um sinaleiro que o caminho percorrido foi planejado e executado com sucesso.
Só que não existe apenas essa espécie de sofrimento. Existe outro, produto humano, em contra ponto ao oriundo da natureza.
Muitos, reconhecendo o valor do sofrimento e da dor, no afã de serem mais "eficazes" e mais "produtivos" naquilo que deveria ser naturalmente realizado, começaram a idolatrar a dor, como se ela fosse o único caminho que conduziria o homem a elevação espiritual. Tratam-na como uma verdadeira "Santa' a conduzí-los a perfeição, e ao final vêem-se aturdidos porque o caminho até onde essa os acompanhou nada tem de evoluído.
O culto a dor é um grave erro para as pessoas, visto que, em primeiro lugar, Deus não nos criou para o sofrimento ou para a dor. Ela existe, mas não é condição indispensável. Mais a mais, como avaliar a autoflagelação? O quanto sofrer? Até onde sofrer? Punir-se dessa forma com o intuito de "purificar", ainda como entendem outros, é um absurdo ainda maior. Faz-nos crer um ser imperfeito a quem Deus apenas ofereceu um caminho para seguir. Outro engano, que a Codificação alerta: "Espírita, amai-vos e instruí-vos. Nada se fala sobre sofrimento.
"Fora da caridade não há salvação." Nada se fala de dor.
E nesse entendimento equivocado de que qualquer dor liberta e que devemos idolatrar o caminho que ela nos faz percorrer, acabamos criando a dor que não corrige, ou seja, a dor que serve como elemento de justificativa para nossa incapacidade e serve para "negociarmos" com nossas consciências em favor de uma suposta paz imerecida, equivocada e que nos faz perder tempo.
O árduo caminho da ascensão, de fato, pode nos pregar peças do tipo: "sentimento de inferioridade, com os quais é preciso aprender a lidar, também, como etapa de aprendizado. Esse sentimento de inferioridade deve servir apenas como um equipamento de aferição de nossas reais potencialidades, mas não como um qualificador de nossa condição, posto que primeiro, ninguém nasce superior, sendo essa situação produto do esforço contínuo dentro do processo de sermos melhores amanhã que hoje e hoje que ontem, e, segundo, essa condição não é permanente, mas sim altera-se o quadro na medida em que vivemos e nos modificamos.
Não há motivo para dar mais valor ao sofrimento e a dor do que eles realmente possuem e devem possuir.
E, muito menos ficarmos buscando "veios" de condições para sofrermos, crendo que assim estamos "queimando" o karma ou "pagando" nossas dívidas com a Justiça Divina. Enxerga muito mal quem vê seus esforços por esse prisma, sob esse enfoque, com essa lente… Nós não somos "julgados" por Deus, ou quem quer seja, a ponto de termos que sofrer ou sentir dores como forma de punição. Deus não criou o Universo para punir quem quer que seja. A criação tem como finalidade a evolução… o Crescimento… o desenvolvimento. Nossos erros são etapas no processo de evoluir, que devemos corrigir, mas não são exatamente causas de sofrimento punitivo. Ele sequer existe. Pensar em um Deus punitivo é pensar em um Deus que não é bom… nem justo e muito menos misericordioso.
Pensar num Deus que se apraz com nosso sofrimento… que se alegra ao ver lágrimas correndo nas faces dos seres humanos, é pensar em um ser moralmente menos evoluido que um homem. Porque muitos, diante da dor, se unem para combatê-la e do sofrimento, do esforço… da união… aí sim sai a alegria, são o sorriso dos vitoriosos. Mas uma vitória que não é realizada em função do outro, em relação ao mundo externo, mas sim uma vitoria interna de condições naturais de bondade e amor que as pessoas resolvem fazer frutificar.
Se entendemos que Deus não se alegra com nosso sofrimento, tudo que fizermos para afastá-lo de nós e do próximo (e do longe também) é considerado como um ato caridoso, muito indicado como forma de aprendermos a adquirir qualidades que ainda não temos. Aliás, qualidade… essa é a plavra chave. O sofrimento quando surge… a dor quando dilacera… ela exige de nós que adquiremos qualidades… que transformemos defeitos em qualidades, que nos modifiquemos. E modificar-se não significa extrair de nós a parcela com defeito, mas sim, alterá-la para que o defeito desapareça.
Todo sinal de sofrimento e de dor denuncia um corpo doente… uma alma doente… que precisa de cura. E estar doente é um processo onde a saúde deixou total ou parcialmente aquela pessoa. Saúde essa representada pelo equilibrio de energias físicas, emocionais, mentais e espirituais. Deixar de estar doente… eliminar a dor e o sofrimento, então, seria o processo de reconduzir a saúde ao corpo ou a alma… reequilibrar-se em todos os aspectos que estejam disformes.
Essa é a finalidade da dor… esse é o benefício do sofrimento… E, como muito bem explicitado na lição, "somente a dor que educa liberta". E, não precisamos procurar ela. E, nem outra dor ou sofrimento. Precisamos sim procurar nossa educação e com ela eliminarmos quaisquer nesgas de dor, sofrimento e doença de nossas vidas".
(Marcelo Stancyk – 05/03/2012)
Nota do Editor:
O artigo e/ou texto acima é de inteira responsabilidade de seu comentarista/articulista e/ou autor. E as opiniões/críticas/conceitos/observações/citações aqui emitidas não refletem necessariamente a opinião da direção do Centro Espírita Ismael e/ou deste blog

Pesquisa

Visualizações (últimos 30 dias)

Siga-nos