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Espiritismo Básico, por Pedro Franco Barbosa

 


Pedro Franco Barbosa, nas palavras de Deolindo Amorim — apresentador do livro — é titular de alto cargo jurídico na administração federal, muito respeitado entre seus pares. Contudo, ele não é somente um pesquisador do Direito, mas principalmente um estudioso do Espiritismo. Eis os tópicos elencados junto ao título: — As Origens, a Natureza, as Características. — Os Princípios Básicos. — A Codificação: a Filosofia, a Ciência, a Religião. — O Homem: Constituição e Destino. — A Literatura Espírita: Mediúnica e Não Mediúnica.

Neste livro, entraremos em contato com os fatos históricos do espiritualismo e o aparecimento do termo “Espiritismo”, cunhado por Allan Kardec. Temos, assim, informações sobre “O Episódio de Hydesville”, “As Mesas Girantes"... Além disso, sintetiza a histórica do espiritismo no Brasil, realçando as notícias das mesas girantes, a obra pioneira de Luiz Olímpio Teles de Menezes e os fatos espíritas notáveis.

Parte de uma necessidade dos frequentadores de Centros Espíritas de entrarem em contato com a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec. Ele nos diz: “observamos que, em sua maioria, tem dificuldade de conhecê-la, seja por falta de um livro que resuma os ensinamentos básicos do espiritismo, seja pela impossibilidade de aquisição das numerosas obras que tratam, de per si, dos assuntos mais importantes da terceira revelação". Procurou, assim, reunir o máximo de material, dispondo-o numa linguagem clara e acessível.

Apoiando-se em Deolindo Amorim, José Herculano Pires, Carlos Imbassahy, Hernani Guimarães Andrade, Zeus Wantuil, Francisco Thiesen, Léon Denis e Camille Flammarion, mostra-nos o cuidado em expor as pesquisas e experiências desses baluartes do espiritismo, no sentido de  enriquecer a própria Doutrina Espírita. Ao enfatizar o caráter da revelação espírita, procura diferenciá-la da umbanda, do espiritualismo e de outras correntes filosóficas, pois os conceitos aí defendidos podem confundir o entendimento correto da pureza doutrinária.

Lendo este livro podemos nos inteirar não só do conhecimento doutrinário, mas também de algumas curiosidades. Eis uma delas:

A tragédia do circo de Niterói, por exemplo, reuniu comparsas do crime na velha Lião, nas Gálias (v. “Reformador" de março de 1962 "Tragédia no Circo", do Irmão X). No terrível incêndio do Edifício Joelma, de São Paulo, ocorrido em 1º de fevereiro de 1974, a Justiça Divina reuniu, para o resgate de crimes comuns, antigos combatentes cristãos das Cruzadas, que queimavam vivos os inimigos (v. "Diálogo dos Vivos", psicografado por Chico Xavier e comentado por Herculano Pires, item 26). 

 

Profunda Serenidade

 


“Essa Profunda Serenidade” é um capítulo do livro Pinga-Fogo 1, em que Chico Xavier é questionado sobre a psicografia de romances.

Presentemente, estamos todos apressados, dando mais importância à comunicação superficial do que àquela de conteúdo mais profundo e duradouro.

Observe a situação de Chico Xavier. Desejoso de psicografar romances, recebeu a seguinte instrução do Espírito Emmanuel: “Para que você receba romances, você precisa ter a mente em estado de profunda serenidade. Se você quiser se comprometer a nos oferecer um clima mental adequado, de paciência e de calma, escreveremos por você algumas de nossas memórias”.

Pergunta e a resposta

Herculano Pires — Meu caro Chico. — Eu queria perguntar a você o seguinte: Na imensidade da sua obra psicográfica e também na profundeza dessa obra, você tem uma curiosa série de romances que geralmente chamamos de uma série dos romances romanos de Emmanuel. São romances que se passam na Roma antiga: Há dois mil anos, 50 Anos Depois, Ave Cristo e até mesmo Paulo e Estevão, que segundo me parece é a obra-prima da sua mediunidade no campo da ficção literária, embora eu saiba que os espíritos não têm a intenção de fazer ficção literária e sim de transmitir às criaturas humanas, uma mensagem através das suas próprias experiências de vida. Mas eu queria saber o seguinte: Para escrever esses romances em que figuram não somente as situações geográficas da Roma antiga, as questões políticas, os problemas imperiais, você consultou que livros e que bibliotecas?

Chico Xavier — Não consultei livro algum. Quando ouvi a respeito dos romances mediúnicos recebidos pela médium Zilda Gama, cuja memória nós todos acatamos muito na Doutrina Espírita, eu senti aquele desejo de ser médium também para romances, isso por volta de 1936. Nessa ocasião lidava com um grupo de crianças da família porque, pelo fato de eu não ter renascido nesta existência para o casamento, fiquei com 14 crianças, irmãos menores e sobrinhos dos quais presentemente eu estou distante por haverem crescido e tomado as suas responsabilidades. Nesse tempo a minha cabeça era atormentada por muitos problemas quando eu anunciei o desejo de receber romances, o espírito Emmanuel então me explicou: Para que você receba romances, você precisa ter a mente em estado de profunda serenidade. Se você quiser se comprometer a nos oferecer um clima mental adequado, de paciência e de calma, escreveremos por você algumas de nossas memórias. Mas se puder ou quiser assumir o compromisso. Eu, naquela ocasião, não conseguia assumir o compromisso porque os problemas domésticos eram muitos. De modo que 4 anos se passaram e tão somente em 1939 a começar do fim de 1938, eu assumi com ele o compromisso de me acalmar. Quaisquer que fossem os problemas dentro de casa, com as crianças que já estavam mais crescidas, eu ofereceria a ele um campo mental pacificado na oração. Então ele marcou, que eu me concentrasse durante uma hora por dia e me dispusesse a datilografar outra hora por dia, durante o tempo em que perdurasse a psicografia do romance. Então deu o Há 2000 Anos.  Eu acompanhei a psicografia como acompanho também as nossas novelas da TV, com muito interesse, com muito carinho e torcendo por determinados personagens. Mas eu lia o que a mão escrevia. Peço permissão para aduzir um detalhe interessante. Quando o livro começou, ele começa com uma cena de dois romanos a trocarem ideias no jardim, diante de um céu nebuloso que depois rebentou numa tempestade. Eu comecei a ver aquela cidade e o céu tempestuoso e a chuva caindo e aqueles dois homens vestidos à moda antiga, de túnicas, deitados naqueles sofás longos, comendo frutas com as mãos. Eu me assustei com aquela visão que parecia uma visão estranha porque estava dentro de mim e fora de mim. Comecei a assistir só, a um cinema em que eu tomasse parte na tela e estivesse fora da tela. Então eu me assustei. Parei de escrever. Então ele me disse: “Você está debaixo de uma certa hipnose. Você está vendo o que eu estou pensando. Mas não sabe o que eu estou escrevendo.” De modo que eu vivi muito mais o romance ao recebê-lo, do que ao ler ou reler o que eu escrevia.

Herculano Pires — Eu gostaria então que você esclarecesse bem o seguinte, Chico: Você tinha uma visão assim cinematográfica do enredo. Você estava vendo o desenrolar do romance sem saber bem como, de que maneira. Mas não tinha consciência do que escrevia.

Chico Xavier — Não tinha consciência do que escrevia e nem da continuidade dos assuntos, porque muitos dos personagens que me eram simpáticos e que eu não desejava que sofressem, passaram a sofrer contra a minha vontade.

 

Transtornos Mentais (Notas de Livro)


Transtornos Mentais na Infância e na Adolescência é o título do livro de Walter Oliveira Alves, de 2018, editado pela Ide.

Algumas Notas

Ao lado dos aspectos biológicos, neuropsicológicos, sociais, ambientais e dos mecanismos genéticos envolvidos nos transtornos mentais comuns na infância e na adolescência, lembra-nos, também, da contribuição da Doutrina Espírita, ou seja, da relevância do aspecto espiritual da vida para o enfrentamento dos problemas mentais.

Na Parte I, trata do estudo das enfermidades da mente, do conhecimento de si mesmo, da reencarnação, da participação das emoções, da energia criadora, entre outros. Na Parte II, analisa os tipos de transtornos mentais, tais como, esquizofrenia, epilepsia, depressão, transtornos diversos, personalidade psicopata, entre outros. Ao final, discorre sobre evolução, cura e terapia da alma.

O livro começa citando os diversos estudiosos da enfermidade da mente humana. Eis alguns nomes: Philippe Pinel (1745-1826), Franz Anton Mesmer (1734-1815), William Cullen (1710-1790), Jean-Martin Charcot (1825-1893), Pierre Janet (1859-1947)... Freud, Adler, Jung...

Todos os temas são analisados segundo os princípios básico das psicologia espírita, princípios esses extraídos das obras de Allan Kardec e dos livros de André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier. Há, também, referência aos Espíritos Manoel Philomeno de Miranda e Joana de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco.

Para exemplificar, anotamos o caso de epilepsia, transcrito do livro No Mundo Maior e se encontra à página 102 deste livro do Sr. Alves.

“Na obra No Mundo Maior, de André Luiz, o Espírito Calderaro cita o caso de Marcelo que sofre de epilepsia, mas está alcançando melhoras consideráveis através da mudança interior, fruto do ambiente familiar dado à prece e ao estudo do Evangelho no Lar.

Calderaro localiza a causa da enfermidade em existências anteriores, quando o enfermo “exerceu enorme poder de que não soube usar em sentido construtivo”. “Portador de vários títulos honoríficos, muita vez o esqueceu, precipitando-se na vala comum dos caprichos criminosos. Impôs-se pelo absolutismo, e intensificou a lavra de espinhos que o dilacerariam mais tarde”.

Após sua desencarnação, os inimigos em massa o retiveram por longo tempo na regiões inferiores, seviciando-lhe a organização espiritual".

Em linhas gerais, este livro dá ênfase ao dístico da antiguidade: “conhece a ti mesmo”.

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