Introdução
Neste estudo, propõe-se refletir sobre algumas questões fundamentais:
O que se entende por parábola? Como está estruturada a Parábola dos Talentos? O
que significa talento? E qual é o seu sentido metafórico?
O Conceito de Parábola
A palavra
“parábola” deriva do grego parabolé, significando narrativa curta,
muitas vezes identificada com o apólogo ou a fábula. Trata-se de uma forma de
metáfora, isto é, um argumento que estabelece uma comparação ou paralelo para
transmitir ensinamentos.
Na
Antiguidade, a parábola era amplamente utilizada como instrumento de
transmissão de conhecimentos, especialmente entre iniciados. De forma
sintética, pode-se defini-la como uma narração alegórica na qual o conjunto dos
elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
O Conceito de Talento
No
sentido comum, talento refere-se ao grau de aptidão de uma pessoa, à capacidade
de adquirir conhecimentos com facilidade em determinados setores —
característica associada ao gênio, à virtuosidade, à compreensão, ao
conhecimento e à responsabilidade.
Historicamente,
talento era também uma unidade de peso e moeda na antiga Grécia e Roma. Na
Grécia, equivalia a 60 minas, sendo cada mina composta por 100 dracmas,
totalizando 6.000 dracmas.
No
sentido metafísico, segundo Kant, talento é “uma superioridade da faculdade
conhecedora que não provém do ensino, mas da aptidão natural do sujeito”.
Parábola: Imagem e Doutrina
As
parábolas utilizam imagens extraídas das tarefas cotidianas e das ocupações
mais humildes: operários da vinha, sementes que crescem, redes lançadas ao mar,
a dracma procurada, crianças que brincam, imprudentes que dormem.
Por meio
dessas imagens simples, Jesus ensinava verdades profundas sobre o Reino de
Deus. A parábola apresenta um dinamismo próprio, muitas vezes estruturado em
paradoxos, conduzindo a uma página doutrinária de elevado conteúdo espiritual.
Por que Jesus Falava por Parábolas?
Jesus
utilizava parábolas para:
- Despertar a curiosidade dos ouvintes e
estimular o desejo de explicações mais profundas, que os discípulos e os
bem-intencionados buscavam.
- Revelar os mistérios do Reino dos Céus apenas
àqueles preparados para compreendê-los. “Vendo, não veem; ouvindo, não
ouvem nem compreendem.”
- Falar de modo esotérico (mais obscuro) sobre
aspectos abstratos da doutrina, mas de forma clara (exotérica) quando
tratava da caridade. Aos apóstolos, explicava mais abertamente — embora
nem a eles tenha revelado tudo.
- Demonstrar que a verdade não é simples tarefa
construtiva, mas conquista evolutiva.
Esquema da Parábola dos Talentos
A
parábola retrata um homem que, ao ausentar-se, distribui seus bens entre seus
servos em diferentes quantidades: cinco, dois e um talento.
Alguns
multiplicam o que receberam; outro conserva intacto o talento recebido, sem
fazê-lo frutificar.
Interpretação Espírita (Irmão X)
Na
interpretação atribuída ao Espírito Irmão X, a parábola refere-se à
responsabilidade de multiplicar os bens recebidos.
Esses
“bens” podem representar dinheiro, poder, conforto, habilidade, prestígio,
inteligência e autoridade. Quando bem aplicados, transformam-se em trabalho,
progresso, amizade, esperança, gratidão, cultura, experiência e conhecimento
espírita.
Se o
Criador nos concede a luz do Conhecimento Espírita, não devemos ocultá-la por
medo de represálias ou dissabores. Ao difundir a luz da verdade, contribuímos
para iluminar aqueles que detêm poder, dinheiro e inteligência, ajudando a
construir um mundo mais justo e fraterno.
Considerações Metafóricas
Metaforicamente,
a Parábola dos Talentos ensina sobre a responsabilidade individual na
multiplicação das oportunidades, capacidades e recursos que recebemos.
Não
devemos manter nossos talentos intactos por medo ou comodismo. Somos chamados a
desenvolvê-los e colocá-los a serviço do próximo.
Conclusão
É
necessário refletir sobre nossos talentos ocultos. Não esperemos que o Senhor
venha cobrar-nos para somente então utilizá-los em benefício do próximo.
Fontes de Consulta
KARDEC,
Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
XAVIER, Francisco Cândido. Estante da Vida, pelo Espírito Irmão X. 3.
ed. Rio de Janeiro: FEB, 1974.
Dicionários e Enciclopédias.
Transcrição da apresentação — em PowerPoint — de Sérgio Biagi Gregório, datada de 2003, feita pela Inteligência Artificial em fevereiro de 2026.

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