O que realmente é livro espírita?

Encontramos no "Fórum Espírita", pela internet, um leitor do Rio Grande do Sul que lançou uma importante questão: "Como diferenciar livro espírita de livro espiritualista?". Acreditamos que o assunto é interessante para gerar também um debate entre o nosso pessoal, no Centro Espírita Ismael. Podemos enviar comentários nesta nota, criando esse debate aqui dentro do blog. Claro que vai ajudar muita gente que precisam de opiniões de pessoas qualificadas.

Esse amigo espírita, do Sul,  quer saber se há alguma forma, principalmente para os que estão iniciando, leituras de livros vendidos em livrarias espíritas (e que não são os básicos do espiritismo). E pergunta  se há alguma forma, principalmente para os que estão iniciando leituras de livros vendidos em livrarias espíritas (e que não são os básicos do espiritismo), de se fazer distinção entre um livro que é espírita (que segue a doutrina espírita) e os livros que eu diria 'espiritualistas', ou seja, que embora tenham nascidos de médiuns, tenham vindo de espíritos não adiantados e que, pelo que sei, entendem sobre espiritismo tanto quanto, ou menos que alguns próprios encarnados.

A pergunta é, dada a facilidade de lançar livros atualmente (comparando-se a dificuldade com 100 anos atrás por exemplo), como saber o que é material bom (não só para leitura de diversão) para nos aprofundarmos no espiritismo?  Ele acredita que o melhor conselho deveria ser aprofundar-se nas obras básicas, mas nesse espaço de tempo, que pode ser longo, dificilmente alguém não iria também se aventurar em outras leituras, sem falar de daqueles que nem sequer leram primeiramente as obras básicas.

Ele diz que usa atualmente a seguinte tática: procuro à semelhança do que faço com a literatura não espírita ler aqueles livros que são de autores já consagrados, mas acaba restringindo bastante os autores (Chico Xavier, Léon Denis, Bezerra de Menezes). É o que ele procura fazer com a leitura de livros de literatura que já são famosos, é mais fácil apostar no que já passou pelo crivo de milhares de pessoas como as obras de um Victor Marie Hugo e que já foi aprovado a me aventurar em obras ainda desconhecidas.

Conforme o seu questionamento tem a ver "como não ser influenciado por obras que bem podem não refletir o espiritismo, embora sejam obras espiritualistas".

Logo em seguida, na continuidade do "Fórum Espírita", outro leitor diz que também é um "devorador" de livros.  Adora ler e procura, de uma maneira geral, livros com essa temática, ou que possam acrescentar conhecimento. Segundo ele, isso não significa aceitar qualquer informação advinda do plano espiritual, antes pelo contrário.Ele entende que as chamadas obras básicas, restritas normalmente a cinco pela maioria, nem são para ser lidas, elas precisam ser estudadas, de preferência em grupos, para uma ampla troca de idéias, informações e experiências.

De uma maneira geral, ele considera a literatura espírita-espiritualista mais aconselhável do que a muitos dos livros que existem por ai.  Mas também acha útil por exemplo livros que tratem da relação entre fé-religião e história. Nesse prisma, leu recentemente o livro "Os cátaros e a heresia católica". Segundo o leitor, a doutrina espírita nos mostra a fé raciocinada, raciocinar é pensar, questionar e sob esse aspecto, qualquer livro que me faça pensar, repensar conceitos, é útil. O fundamental é que a nossa mente, é como para-quedas, só funciona aberta.

E também concorda  que as opiniões que  são pessoais, com base naquilo que já estudamos e nos conceitos que formamos com esse estudo buscando sempre respeitar opiniões discordantes. Embora tenha lido alguns livros, posso garantir que desses, uns poucos foram horrorosos, mas a maioria traz algum conceito ou informação útil ao nosso crescimento. Ele acredita também que nada é por acaso, e se algum livro cai em nossas mãos é por que pode ser útil.

E selecionamos o trecho  em que uma senhora do mesmo "Fórum Espírita" reproduz comentários de Herculano Pires tratando da deturpação da Doutrina Espírita:  

"Infelizmente a maioria das criaturas não gosta de reconhecer os seus limites. A vaidade e a ambição levam muita gente a dar passos mais largos do que as pernas permitem. É o que hoje vemos, de maneira assustadora, em nosso meio espírita. Os casos de fascinação multiplicam-se ao nosso redor. Pessoas que podiam ser úteis se transformam em focos de confusão e perturbação, entravando a marcha do Espiritismo com a sustentação de teorias absurdas que levam a doutrina ao ridículo.  Em nosso país esses casos se tornam mais graves por causa da falta geral de cultura. As pessoas incultas e ingênuas se deixam levar muito facilmente ao fanatismo, ante o brilho fictício de pessoas inteligentes e cultas, mas dominadas por fascinações perigosas.(...)" (Fonte: O Verbo e a Carne, autor: Herculano Pires).


Está aberto o debate. Agradecemos antecipadamente a colaboração de todos.


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